Era digital gera revolução dos ‘bicos’ | Era digital gera revolução dos ‘bicos’ – Gestão Ápice

Receber turistas em casa pelo site Airbnb. Levar passageiros com seu carro pelo Uber. Vender artigos por meio do eBay. Essas atividades são empregos? Formalmente, não. Mas não deixam de proporcionar trabalho e gerar renda.

A explosão dessas novas “profissões” ganhou um nome: gig economy, ou “economia dos bicos”. Sim, é uma prática antiga, mas foi turbinada nos últimos anos pelas novas tecnologias digitais. Pesquisas sobre o impacto desse fenômeno começam a pipocar pelo mundo.

Nos Estados Unidos, o número de pessoas que trabalham sem ter um “emprego de verdade” cresceu 14,4% entre 2002 e 2014 – no mesmo período, o mercado de trabalho total avançou somente 7,2%. O setor das “caronas pagas” (ou seja, os aplicativos Uber e Lyft), sozinho, ajudou a adicionar US$ 519 milhões à economia, entre 2009 e 2013. Os dados são do American Action Forum.

O instituto estima que, em 2014, já existiam entre 20,5 milhões e 29,7 milhões de americanos vivendo na gig economy (20% de toda a força de trabalho). Se, por um lado, a tendência está ajudando na retomada pós-crise, ela também cria um novo problema.

Duas classes de trabalhadores estão surgindo: uma é minguante, mas conta com estabilidade e é protegida por leis e sindicatos. A outra cresce, mas sem nada disso. Acomodar esses dois mundos, como dizem, não vai ser bico.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2015/12/era-digital-gera-revolucao-dos-bicos.html

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